PM e marido são indiciados por assassinato de soldado encontrado carbonizado na RMF

A policial militar e seu marido, identificados como Júlia Natália Girão Gomes e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, foram indiciados por homicídio qualificado pela polícia, na última sexta-feira (21), pelo assassinato do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, que foi encontrado carbonizado dentro de um carro na divisa entre Fortaleza e Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

O intervalo de tempo entre a descoberta do caso e o indiciamento dos suspeitos foi de onze dias. O corpo de Raphael foi encontrado dia 11 de agosto. As investigações apontam que a vítima saiu do trabalho acompanhado de Júlia, que era sua colega de equipe. Segundo a Perícia Forense, Raphael levou três tiros na cabeça. Após ser morto, teve o corpo queimado.

Os dois foram presos no mesmo dia em que o corpo foi descoberto, mas por motivos diferentes. Enquanto Júlia já estava presa por suspeita de envolvimento no crime, após contradição entre seu depoimento e imagens de câmeras de segurança colhidas pela polícia. Já o marido foi preso por elementos encontrados na casa do suspeito, como documentos falsos e posse irregular de munição.

Depois, durante audiência de custódia, a Justiça decidiu manter as prisões da policial militar e do marido, que também passou a ser considerado suspeito de envolvimento no crime naquele momento. O casal também responde a um inquérito instaurado em junho de 2025 pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Decrin), que investiga um esquema de criação de contas falsas em uma plataforma de transporte por aplicativo.

O caso

A vítima, Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, teria, segundo as investigações em curso, sido atraído para uma “armadilha” a fim de que o plano para matá-lo fosse colocado em prática. O homem foi encontrado após uma pessoa registrar um carro incendiado junto ao Corpo Militar de Bombeiros do Ceará (CMBCE). O inquérito da polícia afirma que o crime teve motivação passional, considerando que a vítima e a soldado, ambos casados com outras pessoas, mantinham relacionamento extraconjugal.

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