O senador Cid Gomes (PSB), reeleito para um novo mandato na Câmara Alta do Congresso Nacional, afirmou que o seu irmão Ciro Gomes (PSDB), candidato derrotado ao Governo do Ceará, “tem o direito de espernear”. A fala, durante entrevista ao CETV, faz referência à nota divulgada pelo tucano na terça-feira (6), em que diz que sua candidatura foi roubada e que Elmano de Freitas (PT) não venceu a eleição, mas que “ele e sua organização criminosa tomaram as eleições”.
O parlamentar do PSB, ainda durante a entrevista, acrescentou que o seu irmão teria sido mais elegante se reconhecesse a vitória de Elmano, o cumprimentasse e dissesse qual seria a sua posição: “Se uma posição de diálogo ou, já de início, de fazer oposição”.
Sobre o questionamento do tucano acerca da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de ter permitido inserções após o fim do período de propaganda eleitoral gratuita, o ex-governador disse que o Judiciário, na instância estadual, havia retirado “uma quantidade enorme de inserções”.
“O TSE, que é a segunda instância, entendeu que as inserções foram retiradas injustamente. Como o tempo não volta atrás, ele entendeu que as inserções que foram retiradas fossem inseridas nos dois dias, na sexta e no sábado. Para mim, uma coisa absolutamente normal”, afirmou.
Relação familiar e relação política
Sobre a possibilidade de diálogo com Ciro, Cid pontuou que, enquanto o tucano estiver no caminho de aliança com Capitão Wagner (União Brasil) e André Fernandes (PL), não pretende ter diálogo político com ele. O senador, porém, diferenciou a relação familiar, a qual afirmou que deixa no plano familiar.
“Família é família e política é política. Tenho o conforto de dizer às pessoas que estou onde sempre estive. Se alguém mudou de lado, não fui eu.”
Sobre os novos aliados de Ciro Gomes, o ex-governador citou Wagner como “um permanente adversário” do grupo governista e André Fernandes como “um bolsonarista oco”, que “não tem nada a apresentar de projeto”.
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