Crítica: Quadro de Virginia Fonseca no "Domingão com Huck" falha no carisma e erra o tom da TV

A influenciadora Virginia Fonseca - @virginia no Instagram

​A nova aposta dos domingos da Globo parece não ter encontrado o seu rumo. A participação de Virginia Fonseca em um novo quadro no programa de Luciano Huck evidenciou a dificuldade da televisão aberta em traduzir a linguagem ágil e espontânea das redes sociais para a tela convencional.

​O que se viu no palco foi um formato excessivamente engessado. Virginia, que arrasta multidões de seguidores em suas plataformas digitais com conteúdos cotidianos e dinâmicos, pareceu desconfortável e presa a um roteiro engessado, perdendo justamente a naturalidade que a consagrou na internet.

​A expectativa da emissora era clara: rejuvenescer a audiência dominical e gerar forte engajamento digital. No entanto, o resultado final foi oposto. O quadro não possui ritmo para prender o telespectador tradicional do sofá e, ironicamente, carece de dinamismo para render cortes virais no TikTok, plataforma que hoje dita as tendências de consumo dos mais jovens. Nem o carisma do apresentador titular conseguiu salvar a atração de um clima artificial e burocrático.

​Para que a transição de influenciadores para a TV aberta funcione, as emissoras precisam entender que não basta replicar um nome famoso da internet; é necessário adaptar o formato à linguagem televisiva sem podar a essência do criador de conteúdo. Da forma como foi apresentado, o quadro se perdeu no meio do caminho.

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